quinta-feira, 9 de julho de 2009

Se achando em casa



Na hora do almoço, fui dar uma caminhada digestiva. Para completar os sessenta minutos regulamentares, entrei no shopping, à toa, para flanar, ver as vitrines e as moças bonitas, usufruir do ar-condicionado.

Atraído pela palavra mágica “Liquidação”, fui olhar a Zara. Embora a loja tenha pelo menos uma dúzia de provadores, um rapaz experimentava camisas sem a menor cerimônia, exibindo o tronco (sem duplo sentido, galera!) no meio da seção masculina. Por que simplesmente não usa uma das cabines, que estão lá para isso? Estavam quase todas desocupadas.

Esgotado o tempo livre do almoço, subi de volta ao escritório. No elevador cheio, um executivo de uma multinacional, de terno e gravata, sapatos italianos, palita os dentes, acintosamente, sem a menor cerimônia. Com direito àquele ruído típico de quem tenta expulsar um pedaço de carne de entre os dentes. Por que simplesmente não esperou chegar ao banheiro e fez isso discretamente usando fio dental? A classe não está na carteira.

Ou eu sou um chato ou o mundo está cada dia mais deselegante.

Um comentário:

Rosa Mouta disse...

acho que estão mais deselegantes mesmo...