segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Kátia que não é Flávia

Domingo é um dia em que eu gosto de encerrar cedo o expediente. Ou seja, a partir de uma determinada hora não quero compromisso nenhum, quero só ficar largado em casa.

Daí que ontem eu preguiçosamente assisti ao Fantástico e entre tantas coisas "fantásticas" que são exibidas na revista eletrônica semanal, uma me chamou atenção.

O quadro A Liga das Mulheres, apresentado pela Renata Ceribelli, trazia o caso de uma paulistana chamada Kátia, de 27 anos, bem empregada, simpática, a quem o programa gentil e generosamente classificou como bonita. Ela queria saber porque não consegue arrumar namorado sério.

Profundamente sensibilizado com a sua história, resolvi dar uns conselhos para a moça, a partir do que o programa exibiu:

Um) eu sou muito limitado para alcançar as elevadas razões que fazem uma pessoa se expor dessa forma em rede nacional e pagar esse mico. Seja como for, nunca mais faça isso outra vez, ok? Isso afugenta as pessoas. As normais, pelo menos.

Dois) sei que não é culpa só sua, mas pare de acreditar em príncipe encantado, cara metade, metade da laranja, tampa da sua panela e baratos afins. Esse mito cinderelesco do amor romântico que nos enfiam na cabeça desde cedo é perverso e falacioso. Somos inteiros e não em partes.

Três) pelamordideus, mana, você tem 27 anos! Não há justificativa para você ter um ursinho de pelúcia e um Fofão sobre a sua cama. E também não dá para você ser entrevistada usando uma camiseta vermelha do Mickey!

Quatro) pelo mesmo motivo, jamais, jamais, jamais repita a expressão “meu coração tá dodói...”

Cinco) nunca mais justifique você usar decotes pronunciados com o argumento de que você gosta dos seus “menininhos”, referindo-se aos seus seios. Chame de seios, de peitos, de mamas, de tetas, de melões, de airbag, de comissão de frente. De qualquer coisa! Mas de “menininhos” não dá!

Seis) uma regra básica da vida é se você não sabe brincar, não desce pro Play. Então, se você quer bancar a mulher independente, sedutora e com iniciativa, é no mínimo incoerente você reclamar que, já no terceiro encontro os caras queiram te levar para o “M luminoso”. No seu dicionário próprio “M luminoso” quer dizer “motel”. Meu Deus...

Olha, moça, numa boa, assim vai ser difícil. Muito difícil.

2 comentários:

Débora Alves disse...

Nossa!!! Parece que lestes meus pensamentos, ontem, assistindo ao fantástico que já nem é tão fantástico...não consegui engolir a exposiÇão daquela menina, meu deus...totalmente sem noção...uma independencia dependente, uma cinderela decadente e uma verdade mentirosa. Desculpe, mas não dá!

Denise disse...

Fantástico!!! Também assiti a esse quadro e pensei as mesmas coisas.