sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Hamilton é Vasco. Logo, é vice.

foto: AE





Em evento ontem à noite em São Paulo, a turma do CQC, atualmente o melhor programa na TV brasileira, entregou dois "mimos" ao piloto Lewis Hamilton: um gato preto e uma camisa do Vasco, referência ao time que é campeão...de vice-campeonatos.



Hamilton, bem humorado, riu dos "amuletos" e sobre a camisa cruz-maltina perguntou: "Está limpa?"



Bem, o Dinamite está tentando, mes depois do Eurico fica complicado....



E o Zé Simão, da Folha, diz que o Rubinho não vai bater no Hamilton porque não vai conseguir alcançá-lo. Além disso, periga o Rubinho bater, por falta de habilidade, no Massa....

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Massa, véio!


Replico aqui hilária notícia publicada no jornal O Dia online, de hoje.

"Torcida quer que Rubinho ajude Massa
Rio - Alvo de piadinhas da torcida brasileira por sempre ter sido o coadjuvante do heptacampeão Michael Schumacher na Ferrari em sua trajetória na F1, o piloto Rubens Barrichello agora é o "personagem principal" de uma campanha que já caiu na grande rede.

Você acha que Rubens Barrichello deve "manchar a carreira" e ajudar Massa na conquista do título?

Nos emails que estão rodando a internet, brasileiros pedem que Rubinho ajude o compatriota Felipe Massa a conquistar o título do Mundial de Pilotos da F1. Para isso, foi lançada a campanha "Bate nele, Rubinho", que tem como objetivo fazer Barrichello colidir seu carro com o do inglês Lewis Hamilton, tirando o líder do campeonato da prova, deixando o trabalho de Massa mais fácil. Se Hamilton não completar a prova, Felipe pode chegar em segundo lugar para se sagrar campeão mundial.

Como Rubinho Barrichello deve ajudar Felipe Massa a ser campeão?
a) Bater em Hamilton sem dó
b) Atrapalhar o máximo possível
c) Deve torcer, mas sem interferir na corrida"

* * * * *

Brincadeiras e atitudes antiesportivas à parte, essa corrente é, além de muito engraçada, injusta. Afinal, Rubinho se mantém há muitas temporadas na Fórmula 1 (16, se não me engano) e foi duas vezes vice-campeão. Ou seja, quase tantas vezes quanto o Vasco.

No Brasil, vice é igual a último.

De qualquer forma, é bem provável que se Barrichello topasse essa manobra absurda - e caísse nas graças da torcida brasileira - a FIA anulasse o resultado. Bons tempos eram aqueles em que Senna (nunca houve ninguém como ele) e Prost trocavam, mui esportivamente, toques e cutucões nas pistas.

Acho que o bom garoto Massa prefere ganhar sem esse tipo de ajuda. Para conquistar vitórias, ele confia no talento e na superstição da cueca usada. Repete a que usava quando venceu uma prova pela primeira vez.

Rubinho já ajudou até o Schumacher a ser campeão, abrindo para ele passar. E você, o que acha? Rubinho iria manchar ou salvar sua carreira se tivesse essa atitude patriótica, porém nada esportiva?

sábado, 25 de outubro de 2008

Dois caras

Tem dois caras de quem eu espero saírem os livros, como antigamente a gente esperava o lançamento do disco das bandas favoritas. Bem, eu ainda espero os álbuns do U2.

Os caras são o poeta, cronista, jornalista e professor Fabrício Carpinejar e o jornalista, escritor e - ninguém é perfeito - botafoguense, Arthur Dapieve. Ambos publicaram livros novos neste mês, com noites de autógrafos no naco de paraíso que é a Livraria da Travessa, todas, mas especialmente a do Shopping Leblon, do gente boa Rui Campos.

Os livros são Canalha!, volume de crônicas de Carpinejar, edição da Bertrand Brasil; e Black music, segundo romance de Dapieve, edição da Objetiva. Claro que irão, abusadamente, furar a fila das minhas leituras pendentes.

Dapieve foi meu professor no curso de jornalismo na PUC numa década longínqua e já nos encontramos algumas vezes, quase sempre em lançamentos de livros. Ele generosamente escreveu o prefácio do meu Lâmina do adeus. Sua coluna publicada no Segundo Caderno de O Globo é, há muitos anos, minha primeira leitura às sextas-feiras.

O gaúcho Carpinejar e eu estivemos uma vez na mesma mesa de bar em Brasília, com amigos em comum. Ele é um pouco mais jovem do que eu, completou 36 anteontem. Acho que é o melhor poeta da nossa geração, se é que ainda faz algum sentido falar em geração de poetas nos dias de hoje. Se fosse adotar o hábito de fazer listas e rankings, como o personagem Rob, do romance e filme Alta Fidelidade, de Nick Hornby, adaptado no Brasil para o teatro como A Vida é Cheia de Som & Fúria, eu afirmaria sem medo de errar que seu livro de crônicas O amor esquece de começar, está no meu top five.

Breve, comentarei sobre os livros aqui no Mar de Coisa (estou lendo, estou lendo). Enquanto isso, só posso indicar a bibliografia completas dos caras:

Carpinejar: As Solas do Sol, Um Terno de Pássaros ao Sul, Terceira Sede, Biografia de uma árvore, Caixa de Sapatos, Porto Alegre e o dia em que a cidade fugiu de casa, Cinco Marias, Como no Céu e Livro de Visitas, O Amor Esquece de Começar, Filhote De Cruz Credo, Meu filho, minha filha e Canalha!

Dapieve: BRock - o rock brasileiro dos anos 80 (obra de referência), Miúdos metafísicos (crônicas), Rock em CD - guia para uma discoteca básica (com Luiz Henrique Romanholli), Renato Russo (biografia), De cada amor tu herdarás só o cinismo (romance), Black music (romance).

Leiam tudo!

Subliminar


Cor da esperança.
Domingo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Com respeito à dor dos outros

Minha psicologia é de botequim e minha filosofia, para ficar mais chique um pouco, é de café parisiense. Mas eu não me furto a uns pitacos, entre tragos e goles.

Nesta semana, o enterro da adolescente Eloá, de Santo André, atraiu uma multidão estimada em quase dez mil pessoas. Isso mesmo, dez mil pessoas! Teve gente que viajou de outra cidade para o velório e para acompanhar o enterro. Tinha um monte de gente tirando foto do caixão com o celular. Pelamordideus! O que é isso? Que curiosidade doentia é essa, que morbidez é essa? Vão, depois, exibir as fotos como troféu? Ou ficarão olhando-as com nostalgia?

Não me venham falar que as pessoas sensíveis se comovem se solidarizam e então vão lá para expressar isso. A humanidade não é tão boa assim, não. Acho que o que move mesmo essa gente é algo muito mais torpe e vil. É um desejo de ver a desgraça alheia e poder narrá-la, batendo no peito, afirmando: “Eu estava lá! Eu vi! Eu fui!”. E dessa forma grotesca, conseguir uma posição de destaque na hierarquia social do seu meio. Ascender entre aqueles com os quais convive. Ou talvez essas pessoas queiram se inserir nessa tragédia para que tenham algo de quente em suas vidas mornas e insossas. Psicólogos de plantão, corrijam-me.

É um desejo distorcido de fazer parte da história. De uma história que, desculpem a franqueza, não é sua. É trágica, é triste, como milhões de desgraças diárias e alheias. Deixem, respeitosamente, os envolvidos sofrerem em paz.

Não interpretem o que escrevo como indiferença. Não se trata disso. Mas se trata de ter uma mínima noção do meu papel nessa história e do papel dessa história na minha vida.

Recomendo vivamente o texto “A voz do povo”, do jornalista Leonardo Sakamoto. O endereço do blog do Sakamoto é http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2008/10/23/a-voz-do-povo/

Eu estou cansado desse assunto, da exploração desse assunto, assim como das tragédias mais recentes que ocuparam a mídia. E que a mídia fez ocuparem exaustivamente o nosso tempo e o nosso cotidiano. E já estou cansado também das tragédias futuras. Essa overdose banaliza o drama que, mais do que a qualquer outro, pertence aos diretamente envolvidos. E estou mais cansado ainda dessas pessoas urubus que se debruçam sobre a desgraça alheia.

A tragédia da menina assassinada pelo ex-namorado ganhou novos contornos quando a imprensa revelou que o pai da vítima é, possivelmente, ex-integrante de grupos de extermínio em Alagoas e encontra-se foragido da Justiça. E tudo vira uma típica novela brasileira acompanhada por desocupados que não vivem suas próprias vidas.

Felicidade é uma saia justa

Placa à saída de um hotel em Barbacena (MG). Foto: Leandro Wirz



Eu assisto pouco à televisão. Praticamente futebol, clipes do TVZ, jornalismo-entretenimento-humor do CQC, a série House. Eventualmente noticiários, filmes e Manhattan Conection. Não, novelas nunca. Programas de auditório, nem morto. Sei que profissionais de comunicação têm que assistir a tudo, sem preconceito. É a mais pura verdade. Mas eu já assisti a quase tudo e nada mais me deixa chocado. Enojado, sim. O fato é que a vida é muito curta para eu desperdiçar tempo. Enfim, digressiono.

Como eu dizia, assisto pouco à TV. Ontem, no intervalo do jogo em que o Vasco lamentavelmente derrotou o Goiás, eu zapeei e parei no Saia Justa, do canal GNT, aquele programa de mulheres inteligentes que falam todas ao mesmo tempo e miraculosamente conseguem se entender, como só as mulheres conseguem. Uma espécie de Manhattan Connection versão feminina. Elas já ouviram essa comparação “n” vezes e certamente odeiam esse comentário sexista.

O programa é mediado por Mônica Valdvolgel e conta com Maitê Proença, Betty Lago e Márcia Tiburi debatendo temas diversos. O de ontem era felicidade. Assim. Modestamente, felicidade. Só.

Os debates giravam sobre se felicidade é aspiração, ideal, sonho ou distúrbio. Já que tem gente que está sempre irritantemente feliz. Felicidade é orgânica, é química, é herança genética? Tem aquelas polianas que vêem tudo pelo lado positivo e quem não enxerga problema, também não resolve nada. Tem aquelas pessoas que são duas. As bipolares, que oscilam drasticamente entre a euforia e a deprê.

Mas também tem gente normalmente feliz. Ou gente normal que é feliz. Ou gente feliz que é normal. O que importa é ser feliz. “Eu só quero é ser feliz, andar tranqüilamente na favela onde eu nasci...” diz a letra do funk carioca de MC Marcinho.

Maitê Proença é iluminada intelectualmente. E detém uma beleza iluminada também, elegante sempre. Ela disse: “Eu sou muito feliz. Parece uma inconseqüência, né? Mas não é. E não é, porque em determinado momento, não foi assim. Eu não fui feliz. Mas hoje tenho essa sensação agradável, essa paz. Eu dou nota nove para a minha felicidade. Só não dou 10, porque às vezes ainda caio em abismos. Mas eu estou cansada de pessimismo. Acho que o pessimismo ficava melhor lá atrás com Sartre e Simone de Beauvoir.”

O que me leva a léguas de distância, a uma canção de Almir Sater, especialmente linda na interpretação de Maria Bethânia, “Tocando em frente”. Os versos iniciais são: “Ando devagar porque já tive pressa e levo este sorriso porque já chorei demais”. Digressiono de novo.

De fato, existem pessoas que tem uma certa inaptidão para a felicidade. Eu mesmo escrevi sobre isso no poema “Versos sobre”, que abre meu livro “Lâmina do adeus”, de 2002: “A intimidade me permite chamar a melancolia de mel e a felicidade de fel”.

No Brasil, já disse Tom Jobim, o sucesso é mal visto. Às vezes, a felicidade também é. Como se fosse coisa de alienados, iludidos, tolos, superficiais.

Eu dou nota nove para a minha felicidade.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O bom Frejat e os piores versos


Frejat faz show hoje à noite no carioquíssimo Circo Voador, na Lapa, para promover o seu terceiro álbum solo, “Intimidade entre estranhos”.

Frejat faz um bom pop rock, com um pé fincado no blues, é bom compositor, e atende nos quesitos cantor e guitarrista, melhor neste do que no primeiro, já que a voz é razoavelmente limitada. Frejat faz boas canções, bons discos, bons shows, fez uma tremenda dupla com o saudoso Cazuza e, solo ou no Barão, merece atenção, respeito e apreço. Além disso, é gente boa e tem opiniões sólidas sobre questões importantes. Em suma, eu gosto do Frejat.

Este disco – ótimo título! – é puxado por “Eu não quero brigar mais não”. Que, por sinal, também é boa. Mas....

Ela traz um escorregão – um senhor estabaco, na verdade – na letra. Na ânsia aflita de rimar lé com cré, Frejat comete o verso “Somos Bambam e Pedrita”. E compromete toda a música.

Frejat conseguiu superar o maior hit maker do pop rock brasileiro, o grande Lulu Santos, ao cunhar esta pérola de péssimo verso. O troféu Pior Verso da História antes cabia a “Às vezes eu me sinto uma mola encolhida”, que quase estragava “Toda forma de amor”.

É, toda forma de amar vale a pena. Perdoemos o bom Frejat.

Quem quiser compor esse pódio de versos inesquecíveis, no naipe dos acima citados, é só postar um comentário....

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mengo!



Flamengo 1 x 0 Vasco.

Vasco na lanterna do Brasileirão.

Obina é seleção!!

domingo, 19 de outubro de 2008

O amor

Foto: Leandro Wirz

Love is all. O amor é tudo. E muito mais! Ou menos. O amor é mais ou menos. O amor não é isso tudo. O amor é uma lenda. O amor é compra e venda. O amor é troca. O amor é uma ilusão. O amor é a verdade. O amor é o caminho. O amor é a solução. O amor é carinho. O amor é compreensão. O amor é paixão. O amor é fogo. O amor é foda. O amor é sexo. O amor é uma droga. O amor é rock’n’roll. O amor é a musa. O amor é música. O amor liberta. O amor cura. O amor eleva. O amor salva. O amor é cruz. O amor é credo. O amor é fé. O amor fere. O amor vicia. O amor mata. O amor é vida. O amor é ferida (que dói e não se sangra). O amor é samba. O amor é luz. O amor é vaga-lume. O amor é perfume. O amor não é ciúme. O amor une. O amor é luxo. O amor é fofo. O amor é bobo. O amor é cego. Surdo, mudo, burro e tetraplégico. O amor é humor. O humor é incorreto. O amor é certo. O amor não é reto. O amor é curva. O amor é sol. O amor é chuva. E neve. O amor é leve. O amor é breve. O amor redime. O amor é sublime. O amor é o paraíso. O amor é um inferno. O inferno são os outros. O amor é o céu. O amor é o chão. Mas se houver posse, o amor é parede. O amor é o teto. O amor é o limite. O amor não tem limite. O amor não há quem imite. Nem na China, nem no Paraguai. O amor é Paris. O amor é o Rio de Janeiro. O amor é Veneza. O amor é beleza. O amor é lindo (O que mata é a...). O amor é eterno. O amor é infinito (Enquanto dura, todo mundo sabe). O amor a tudo vence. Eu amo. All you need is love.

Sexo, drogas & política

A sexóloga Marta Suplicy sempre se promoveu como gay friendly e trabalhou em favor das causas homossexuais, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Até aí, méritos a ela. Concordamos. Também sou simpático às causas e totalmente a favor do casamento entre duas pessoas que se amam. Se são ou não do mesmo sexo, é irrelevante.

Mas um dia a casa cai. Aliás, um dia tudo cai, já que a lei da gravidade é inclemente: peitos, bundas, bolsas de valores, tudo despenca. Máscaras também caem. Nesse caso específico, foi um pré-sal inteiro de pancake.

No desespero de angariar votos na corrida à prefeitura de São Paulo, na qual encontra-se cerca de 17 pontos percentuais atrás do adversário Gilberto Kassab, Marta Suplicy foi mal assessorada e fez um papelão. Sua campanha fez circular panfletos que ao final perguntavam ao eleitor se ele realmente conhecia o candidato Kassab e se sabia se ele era casado e tinha filhos.

As perguntas foram interpretadas como insinuação acerca de uma suposta homossexualidade de Kassab. Independente disso, partir para ataques pessoais é um velho vício da política brasileira que nós eleitores temos que repudiar de forma veemente. Não importa se Kassab, ou se qualquer candidato a qualquer cargo eletivo, é homossexual, se é solteiro, casado, divorciado, viúvo, se tem filhos, se são adotados. Não é isso que deve balizar a nossa escolha democrática.

Depois que os panfletos foram duramente criticados, Marta foi a público dizer que é uma vítima. E que a política é “uma coisa muito suja”. Ora, francamente. Essa foi mais uma das suas gafes (lembra do “relaxa e goza” em plena crise aérea?). E se a política é mesmo muito suja, é justamente – mas não só – por atitudes como essa.

Se o candidato é gay ou não, o Gilberto é que sabe.

Eu sou carioca, logo, tenho que me preocupar mais com o meu curral (opa!) eleitoral. No balneário, também se vê muita sujeira, não apenas na Baía de Guanabara, mas na política.

Como todo mundo sabe, Gabeira participou, há décadas, do seqüestro do embaixador americano que acabou trocado por presos políticos. Dentre os libertados estava Vladimir Palmeira. Apesar de dever a vida à Gabeira e seus companheiros de ação, Palmeira declarou apoio à candidatura de Eduardo Paes. O ministro do Meio Ambiente e dos coletes, Carlos Minc, foi co-fundador do Partido Verde junto com Gabeira e ambos sempre tiveram uma linha ideológica muito parelha. Mas eis que Minc também aderiu à candidatura Paes. Vai entender, são coisas da política, essa atividade muito suja, segundo dona Marta.

O debate na última semana girou em torno das drogas. Aliás, faz tempo que esse é um assunto em pauta no Rio. As perguntas foram aquelas enfadonhas para saber se os candidatos já fumaram, se tragaram, se gostaram. Virou um clássico em todas as campanhas aqui e alhures. A resposta mais engraçada continua sendo a de Bill Clinton (“fumei, mas não traguei”). Por que será que ninguém pergunta aos candidatos se cheiram, se bebem, se mentem? Ah, saudoso Tim Maia... (“Não bebo, não fumo, não cheiro, mas, às vezes, eu minto um pouco”.)

Como todos também sabem, Gabeira já fumou muito e defendeu a descriminalização da cannabis sativa. Causou certa surpresa o candidato Eduardo Paes assumir que já fumou e não gostou, embora isso não fosse uma novidade. Ele próprio já falou disso há vários anos, em outra vez que foi candidato.

O mais importante é que, felizmente, nenhum dos dois candidatos é toxicômano a ponto de comprometer seu discernimento e sua capacidade administrativa.

Eu discordo de muitas opiniões do jornalista Jorge Bastos Moreno, de O Globo. Mas reconheço que, na coluna de ontem, ele mandou bem ao escrever que “o eleitor sabe que tudo isso é bobagem. Vejam o caso do atual prefeito, que não fuma, não bebe, não cheira, não rouba e nem trabalha. Mas vive doidão”.
Para concluir, registro que acho política uma droga e que a minha versão favorita do célebre trinômio que inspirou o título deste texto é sexo, mais sexo e rock’n’roll.