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terça-feira, 24 de agosto de 2010

42

42 hoje. Mesma idade com que Elvis morreu. Se Elvis tivesse morrido, é óbvio. Nem novo, nem velho. Mais ou menos. No meio do caminho (espero). Experiente. Maduro. Homem feito. Pronto. Ok, vá lá, semi-pronto. Afinal, pronto mesmo nunca se está.


Vivi pra caramba. Me falta outro tanto. Mas estou quite. É. Estou quite com meu passado e quite com meus sonhos. Não consegui tudo o que queria, não sou tudo o que gostaria. Mas tô bem legal. Me perdôo. Me aceito. Me curto.

Fico mais reflexivo que contente em aniversários. Não gosto que cantem parabéns. Mas recebo de bom grado abraços, beijos, palavras. Fico meio sem graça e olha que é difícil eu ficar envergonhado. É sempre assim, todo ano. Sou virginiano. Mas não acredito em horóscopo. Tampouco em religiões. Não acredito em muita coisa. “Homem de pouca fé”, diz um amigo. Homem de muita sorte, digo eu. Sou afortunado. Bem humorado. Feliz.

E sigo tentando fazer da vida uma coletânea de alegrias, pequenas e grandes. E aproveito para dizer o quanto é bom viver ao lado de quem faz eu me sentir assim. Renovado.





ps.: Quer me dar um presente? Torne-se seguidor(a) deste mar de coisa. É só clicar ali, à direita, no cardume. Valeu!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um dia com ela




Eu e minha mulher fazemos questão (ainda, e espero que sempre) de comemorarmos a data em que começamos a namorar, a data em que, dez meses depois, deixei Brasília para morarmos juntos e a data em que, mais catorze meses, oficializamos o casamento e ela passou a me dar a honra e a alegria de usar o meu sobrenome.

Recentemente, fizemos mais um aniversário de casamento e ela havia me dito que queria passar um dia bem romântico.

Começamos com um café da manhã quase a uma da tarde numa delicatessen do Leblon. Ótimo. Mas daí em diante, foi uma sucessão de programas de índio.

Sob um sol de rachar, procuramos um produto específico numa feira hippie, encaramos um shopping lotado às vésperas do Natal, comemos pizza estilão “de padaria” na praça de alimentação e fizemos compras no supermercado.

Como se vê, uma programação completamente sem glamour.

Mas quer saber? Curtimos juntos cada momento do dia. Desta vez, não sentimos falta do jantar a luz de velas em um restaurante charmoso. Claro que é fundamental e delicioso fugir da rotina e viver momentos especiais. Mas neste ano não rolou.

Ainda assim, pela companhia, o dia foi gostoso e divertido.

Esta crônica é uma declaração de amor e uma maneira de celebrar a delícia da convivência. A rotina destrói um casamento. A ausência de rotina destrói mais ainda.

domingo, 1 de março de 2009

Aquele abraço

Praia de Ipanema, Rio. Foto: Leandro Wirz



Hoje, primeiro de março, o Rio de Janeiro completa 444 anos. Fundada por Estácio de Sá em meio à guerra entre portugueses versus franceses e seus aliados índios, entre os morros Pão de Açúcar e Cara de Cão, a cidade perdeu muito do açúcar e está mais com a cara do Cão.

Ainda assim, apesar dos maus-tratos, do descaso, da deseducação, da ausência de planejamento, da sujeira, da violência, o Rio de Janeiro continua, sim, lindo, como canta a música. Lindo, porém “selvalizado”.

A beleza, mesmo imensa, atenua, mas não elimina as mazelas desta cidade. Sem dúvida, uma das mais bonitas e bárbaras (no mau sentido) do mundo.

Primeiro de março é também o endereço de uma ilha de civilidade no Rio. Fica na Rua Primeiro de Março, 66, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que desde 1989 oferece aos milhões de visitantes anuais uma programação de altíssima qualidade, diversificada, gratuita ou a preços acessíveis. É um dos lugares que os cariocas devem freqüentar e recomendar aos turistas, e dos quais podem se orgulhar.

Feliz aniversáRio. Ainda há esperança.