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sábado, 27 de novembro de 2010

Preparar! Apontar! ...


Nessa semana em que os confrontos entre narcotraficantes e a polícia ganharam contornos de guerra civil no Rio de Janeiro, umas das imagens mais impressionantes foi a de um bando fugindo por uma estrada de terra que liga a Vila Cruzeiro ao Complexo do Alemão, após combate com policiais.


A pergunta que muita gente fez foi por que a polícia não aproveitou esse momento exato para, com os helicópteros que acompanhavam a operação, abrir fogo contra os bandidos desbaratados em fuga?

Certamente não foi falta de vontade, nem de recursos materiais e humanos. Suponho que o que tenha segurado o dedo dos policiais no gatilho tenha sido a mídia. Com as lentes das câmeras e os olhos do mundo voltados para o conflito, se metralhassem os bandidos em fuga aqueles ativistas defensores dos direitos humanos dos bandidos fariam um escarcéu.

Aliás, se espalhou pelo Twitter o post: “Policial que matar três bandidos pede música no Fantástico”. Para quem é de fora e não entendeu, é o seguinte: jogador que faz três gols em uma rodada do campeonato pede para tocar a sua música favorita no programa Fantástico.

A guerra contra o narcotráfico no Rio tardou a começar. Tomara que não tarde a terminar. E que vença o menos pior, ou seja, a polícia.





ps.: o Rio de Janeiro continua lindo.

domingo, 1 de março de 2009

Aquele abraço

Praia de Ipanema, Rio. Foto: Leandro Wirz



Hoje, primeiro de março, o Rio de Janeiro completa 444 anos. Fundada por Estácio de Sá em meio à guerra entre portugueses versus franceses e seus aliados índios, entre os morros Pão de Açúcar e Cara de Cão, a cidade perdeu muito do açúcar e está mais com a cara do Cão.

Ainda assim, apesar dos maus-tratos, do descaso, da deseducação, da ausência de planejamento, da sujeira, da violência, o Rio de Janeiro continua, sim, lindo, como canta a música. Lindo, porém “selvalizado”.

A beleza, mesmo imensa, atenua, mas não elimina as mazelas desta cidade. Sem dúvida, uma das mais bonitas e bárbaras (no mau sentido) do mundo.

Primeiro de março é também o endereço de uma ilha de civilidade no Rio. Fica na Rua Primeiro de Março, 66, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que desde 1989 oferece aos milhões de visitantes anuais uma programação de altíssima qualidade, diversificada, gratuita ou a preços acessíveis. É um dos lugares que os cariocas devem freqüentar e recomendar aos turistas, e dos quais podem se orgulhar.

Feliz aniversáRio. Ainda há esperança.