
Eu e minha mulher fazemos questão (ainda, e espero que sempre) de comemorarmos a data em que começamos a namorar, a data em que, dez meses depois, deixei Brasília para morarmos juntos e a data em que, mais catorze meses, oficializamos o casamento e ela passou a me dar a honra e a alegria de usar o meu sobrenome.
Recentemente, fizemos mais um aniversário de casamento e ela havia me dito que queria passar um dia bem romântico.
Começamos com um café da manhã quase a uma da tarde numa delicatessen do Leblon. Ótimo. Mas daí em diante, foi uma sucessão de programas de índio.
Sob um sol de rachar, procuramos um produto específico numa feira hippie, encaramos um shopping lotado às vésperas do Natal, comemos pizza estilão “de padaria” na praça de alimentação e fizemos compras no supermercado.
Como se vê, uma programação completamente sem glamour.
Mas quer saber? Curtimos juntos cada momento do dia. Desta vez, não sentimos falta do jantar a luz de velas em um restaurante charmoso. Claro que é fundamental e delicioso fugir da rotina e viver momentos especiais. Mas neste ano não rolou.
Ainda assim, pela companhia, o dia foi gostoso e divertido.
Esta crônica é uma declaração de amor e uma maneira de celebrar a delícia da convivência. A rotina destrói um casamento. A ausência de rotina destrói mais ainda.