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sábado, 15 de janeiro de 2011

Dissonância cognitiva

                                                                           Reef 


Quem acompanha o blog, sabe que temos um Golden Retriever. E o bicho é grande. Parrudo, ótimo pedigree, porte de campeão. Modéstia às favas.



Por natureza e temperamento, o Reef é super dócil, cachorro estilo corrimão ou maçaneta, em que todo mundo passa a mão. Mas ele é anti-social com outros machos.


Estávamos no elevador quando uma moradora abriu a porta e seu cachorro, um desses tipo salsicha, que já foi “garoto-propaganda” da marca de amortecedores Cofap, latiu bravamente e, sem noção, ameaçou partir para cima.


Temi que, em uma briga, ele pudesse matar o Reef. Engasgado. Mas nosso cachorro ficou impassível, apenas olhando o miúdo, provavelmente “pensando”: “Tá de sacanagem, né?”


Enquanto isso, a dona do salsicha – uma vizinha argentina (não sei porque, mas acho que isso tem a ver) – gritava com sotaque forte buscando conter a ferinha: “Apolo! Apolo!”


- “Apolo?!”. E pensei como o Reef.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Vida de cão




Minha mulher é Diretora de Saúde, Bem-estar & Nutrição. Eu sou o Diretor de Entretenimento & Lazer. Orgulhosamente integramos o staff do Reef, nosso cachorro. Inquestionavelmente, o mais lindo do mundo.

Quando estamos à mesa, fazendo as refeições, lá está ele largadão, confortavelmente deitado ao nosso lado, imerso em seus pensamentos mais profundos que podem ser resumidos em comida, brincadeira, carinho, sono, passeio, necessidades fisiológicas e umas cachorras popozudas.

Eu ando com uma inveja danada (mas do Bem) dele. Tudo é tão simples. Sem maiores preocupações com trabalho, produtividade ou grana, sempre com gente paparicando, e sem nenhuma grande questão filosófica a açoitar a alma.

O uso da expressão “vida de cão” como uma vida árdua, difícil, precisa ser revisto. A gente sabe disso desde o “Rock da Cachorra”, do Eduardo Dusek, nos longínquos anos 1980: “...Tem muita gente por aí que está querendo levar uma vida de cão, eu conheço um garotinho que queria ter nascido pastor alemão...”

Pelo menos a vida dos cachorros da classe média – desde que tratados como cachorros mesmo e não como humanóides ou bibelôs de madame - é um vidão mesmo. Mas nada de lacinho, sapatinho, coleira de ouro, festinha de aniversário.

Só o basicão: ração na tigela e água fresca. E um cafunézinho, que sempre cai bem. Isso e alguém que me leve para passear. Tô precisando de férias.

Ou então vir cachorro na próxima “encadernação”.