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domingo, 15 de maio de 2011

Novidade no blog desatualizado

Foto: Leandro Wirz


Eu vim ao mar na esperança de encontrar uma concha, uma estrela do mar caída do céu, um tesouro de pirata do século XVI, uma sereia. Enfim, só coisas prováveis. Como Atlântida. Ou um post novo. Esperança vã, óbvio, porque só quem posta aqui sou eu. E mesmo minha combalida memória tem consciência que há semanas não escrevo nada. Falta de inspiração, cansaço em excesso, sei lá, mil coisas.

Eu vim ao mar tirar as teias de aranha. E as garrafas pet e os sofás velhos aqui jogados.

Eu vim ao mar me enganar, aumentando os page views no contador do Google Analytics.

Eu vim ao mar em busca, quem sabe, de um comentário novo para algum texto antigo.

Mas achei uma surpresa. Eu não costumo gostar tanto assim de surpresas. Sou virginiano, lembram-se? E não acredito em astrologia. Mas esta surpresa, que é constante para si mesma, é boa pra mim. Cruzou o Atlântico e veio dar nesta praia, onde vivem e morrem textos desatualizados. Uma nova seguidora, a de número 80. Pode ser pouco para vocês, mas cada carinha nova que surge me alegra.

Não a conheço. Felizmente. Sem querer ofender nem à ela, nem a meus amigos. É que vibro mais quando sou lido por quem não me conhece. Assim, tenho certeza de que a motivação para integrar o heterogêneo e belo cardume que habita este mar, não se deve à gentileza da amizade.

A novidade quem traz é o leitor.

Obrigado, moça. Tô aqui na beira d’água, nesta ensolarada manhã de domingo. Eu vim ao mar contemplar, porque acredito quando o Nando Reis canta “a gente que enfrenta o mal, quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor”.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vale a pena ver de novo

O peixe mais recente no cardume deste mar de coisa é Robert Frost. Não sei se é nome de batismo ou apenas um heterônimo. Mas resolvi lhe dar as boas-vindas e, por seu intermédio, estender meu agradecimento a todos os que nadam por estas águas.

Por isso, reproduzo aqui um post que publiquei originariamente em 7 de setembro de 2008, nos primórdios do blog. Nunca é demais reler Mr.Frost.

“Quando eu era adolescente, minha mãe me apresentou a este poema do norte-americano Robert Frost, escrito em 1915. Imediatamente, tornou-se meu poema de cabeceira e pautou algumas de minhas escolhas. Publico o original em inglês, seguido de uma tradução livre.


THE ROAD NOT TAKEN

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;


Then took the other, as just as fair
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that, the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.


I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
two roads diverged in a wood, and I -
- I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.


A ESTRADA NÃO SEGUIDA

Duas estradas divergiam em um bosque amarelo
e lamentando não poder seguir por ambas
e ser um viajante, longamente eu permaneci
e olhei uma delas até o mais longe que pude,
para onde ela sumia entre os arbustos.


Então, segui a outra, igualmente bela
e tendo talvez clamor maior
porque era gramada e convidativa;
Embora quanto a isso, as passagens
houvessem lhes desgastado quase que o mesmo,


e ambas naquela manhã se estendiam
em folhas que nenhum passo enegrecera,
Oh, eu guardei a primeira para um outro dia!
Contudo, sabendo como um caminho leva a outro,
eu duvidei de que um dia voltasse.


Eu estarei contando isso com um suspiro
a eras e eras daqui:
Duas estradas divergiam em um bosque, e eu –
Eu escolhi a menos percorrida,
e isto fez toda a diferença.


Quando lecionei Ética e Legislação Publicitária, eu costumava encerrar o semestre letivo com estes versos. Afinal, falamos de liberdade, de responsabilidade, de escolhas, de ousadia e da possibilidade de fazer um mar de coisas de um modo diferente.”

sábado, 2 de maio de 2009

Cardume




O ator norte-americano Aston Kutcher, cujo melhor papel é o de marido de Demi Moore, alcançou há duas semanas a inédita marca de um milhão de seguidores no twitter.

O Rei Roberto Roberto Carlos, que comemora 68 anos de idade e 50 de carreira, também já cantou que queria ter um milhão de amigos.

Eu não sou tão pretensioso. Não quero um milhão acompanhando este blog. Mas quero você.

É rápido e fácil. Vai lá, à direita, e clica em “Seguir”.

E pesque neste mar de coisa.