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domingo, 15 de maio de 2011

Novidade no blog desatualizado

Foto: Leandro Wirz


Eu vim ao mar na esperança de encontrar uma concha, uma estrela do mar caída do céu, um tesouro de pirata do século XVI, uma sereia. Enfim, só coisas prováveis. Como Atlântida. Ou um post novo. Esperança vã, óbvio, porque só quem posta aqui sou eu. E mesmo minha combalida memória tem consciência que há semanas não escrevo nada. Falta de inspiração, cansaço em excesso, sei lá, mil coisas.

Eu vim ao mar tirar as teias de aranha. E as garrafas pet e os sofás velhos aqui jogados.

Eu vim ao mar me enganar, aumentando os page views no contador do Google Analytics.

Eu vim ao mar em busca, quem sabe, de um comentário novo para algum texto antigo.

Mas achei uma surpresa. Eu não costumo gostar tanto assim de surpresas. Sou virginiano, lembram-se? E não acredito em astrologia. Mas esta surpresa, que é constante para si mesma, é boa pra mim. Cruzou o Atlântico e veio dar nesta praia, onde vivem e morrem textos desatualizados. Uma nova seguidora, a de número 80. Pode ser pouco para vocês, mas cada carinha nova que surge me alegra.

Não a conheço. Felizmente. Sem querer ofender nem à ela, nem a meus amigos. É que vibro mais quando sou lido por quem não me conhece. Assim, tenho certeza de que a motivação para integrar o heterogêneo e belo cardume que habita este mar, não se deve à gentileza da amizade.

A novidade quem traz é o leitor.

Obrigado, moça. Tô aqui na beira d’água, nesta ensolarada manhã de domingo. Eu vim ao mar contemplar, porque acredito quando o Nando Reis canta “a gente que enfrenta o mal, quando a gente fica em frente ao mar, a gente se sente melhor”.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vidas em livros



Entre os presentes que Papai Noel me trouxe, destaco “Confesso que vivi”, memórias de Pablo Neruda, e “Vida”, biografia de Keith Richards. Dois lados meus bastante fortes ficam, assim, muito bem atendidos: o poeta e o rocker.


O chileno Neruda está entre meus autores favoritos: “Talvez não vivi em mim mesmo, talvez vivi a vida dos outros. Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado. Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.”

O stone(d) Richards é, para mim, a personificação do rock’n’roll. Na orelha do livro, ele rabisca: “Esta é a vida. Acredite ou não, eu não me esqueci de nada.” Estou ávido para mergulhar nessas vidas.

E já que falamos em biografias, Celso Cavalcanti, no blog olhodeprosa, escreveu muito bem sobre a biografia de Richards e a do polêmico Lobão. Vale a leitura em http://olhodeprosa.blogspot.com/2010/11/travados-sem-travas-na-lingua.html. Tanta uma como outra são vidas ricas, intensas, e cheias de passagens interessantes. Ao contrário de outras biografias inócuas que proliferam por aí, sem nada a dizer, a não ser exalar pretensão e vaidade, como as recém-lançadas de Justin Bieber (o astro teen americano) e Fiuk (o júnior do Fábio). Biografias sem vida.

Voltando aos presentes de Natal, valeu também pelo CD do Nando Reis. O “Bailão do Ruivão” é um set costumeiro em seus shows, em que ele põe todo mundo pra dançar ao som de músicas populares, algumas com acento brega. Seja como for, é uma delícia ouvir as releituras de “Fogo e paixão”(Wando), “Whisky a go-go” (Roupa Nova), “Lindo balão azul”(Turma do Balão Mágico) e “Chorando se foi” (Kaoma). Vai dizer que você nunca tomou todas, cantou a plenos pulmões e dançou essas músicas, sob luzes estroboscópicas e um globo espelhado?

Ah, e obrigado também a quem não me deu gravatas, meias ou cuecas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ouvir alto



Eu amo Nando Reis. Você provavelmente ama também, mesmo que não saiba disso. Afinal, além das canções que ele mesmo grava, ainda compõe vários hits para outros artistas: “Aonde você mora?” (Cidade Negra), “Diariamente” (Marisa Monte), “Do seu lado” (Jota Quest), “O segundo sol” (Cássia Eller), “Resposta” (Skank) e “Ainda gosto dela” (Skank) são alguns exemplos.

Declarado o amor, eis que fui rapidamente completar a coleção e comprei “Drês”, o recém-lançado oitavo disco solo.

È mais do mesmo. E o mesmo é bom. Não tem grandes inovações, grandes diferenças em relação aos trabalhos anteriores, só um pouco mais de peso. É estilão Nando Reis, com seus rocks e suas baladas e o coração aberto. Ou melhor, rasgado. Tem música pra filha (desta vez para Sophia, apresentadora da MTV), pra mãe e pelo menos três para Adriana (Dri), a mais recente ex-mulher. Afinal, Nando é do tipo que trocou a eternidade por esta noite.

Poucos artistas tem créditos acumulados e legitimidade o bastante para cometer versos como “Baby, eu queria ser seu violão” ou “Guarde esse amor / ele é todo seu / lindo como a flor / livre como um deus” e ainda assim não soar absolutamente ridículo.

Eu endosso a recomendação impressa na capa do disco: "Ouvir alto".

Além disso, quem já assistiu a algum dos seus shows ou ouviu até furar o excelente álbum “MTV Ao Vivo”, sabe da vibração que rola nos shows dele, especialmente na parte do “Bailão do Ruivão” em que Nando, muito bem acompanhado pelos Os Infernais, incendeia a galera.

Falando nisso, neste final de semana, tem show de Nando Reis no Canecão, aqui no Rio. É mais do mesmo. E o mesmo é muito bom