Mostrando postagens com marcador obama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador obama. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Quatro por quatro

No início do primeiro mandato a equipe do governo Lula queixava-se em demasia de uma tal “herança maldita” deixada pelo governo FHC. A tal herança, se havia mesmo, era nada perto da que Obama recebe de Bush. Esta, sim, é uma catástrofe. Bush foi ruim enquanto durou.

Em 2008, a canção “4 Minutes (to save the world)" interpretada por Madonna, Justin Timberlake e Timbaland esteve no topo das paradas de sucesso. Obama é o 44º presidente norte-americano. Ele tem 4 anos para salvar o mundo. E se tudo der certo, ganha mais 4.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O mais querido

charge de Aroeira, publicada hoje no jornal O Dia (RJ)


sábado, 8 de novembro de 2008

Obama é bom

O cachorro mais lindo do mundo. Foto: Leandro Wirz



Obama começou bem. Nesses primeiros dias pós-eleição fez felizes declarações, a começar pelo antológico discurso da vitória, que fez muita gente chorar. Em seguida, falou sobre as dificuldades e o trabalho duro que precisará ser feito para tirar os EUA da crise. A taxa de desemprego é a maior em 14 anos. Big pineapple!

Foi hábil também em resistir às pressões iniciais para anúncio de equipe e deixando claro que não montará um governo paralelo nesses meses de transição, tirando o que resta de autoridade ao presidente no ocaso do governo Bush. "Os EUA tem apenas um presidente e um governo." Ou seja, cada um a seu tempo. Foi diplomático, sem ser omisso. Cobrou medidas ainda no final desse governo e que se não forem feitas já, ele as fará assim que tomar posse.

Mas o golpe de mestre veio no dia em que o cachorrinho scottish terrier Barney, da família Bush, mordeu o dedo de um jornalista da Reuters. Nos EUA, é tradição a família do presidente ter cachorro. Apenas 5 dos 43 presidentes não tiveram.

Perguntado sobre que cachorro levará para a Casa Branca, Obama respondeu que levará um cão abandonado num abrigo. "Quero um vira-lata, como eu". Bingo!

Obama é mesmo bom de marketing. Esse cara vai longe.

E eu, se um dia for à Casa Branca, vou levar o meu golden retriever. Obviamente, o cachorro mais lindo do mundo. Alguém duvida?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

OBAMA BAMBAMBAM


Nesta semana rufaram os tambores do Quênia ao Delta do Mississipi. Aliás, acho que por toda a América, exceto em rincões rurais do Kentucky e do Texas, e noutros, gelados, do Alaska. Em boa parte do mundo se fez festa.

Há mesmo motivos para se comemorar. É muito significativo - congratulações aos eleitores americanos – que um político negro, jovem, nascido no Havaí, com raízes muçulmanas tenha chegado à Presidência da maior potência mundial. Do ponto de vista de marketing político, sua estratégia de campanha foi brilhante. É uma enorme vitória contra o preconceito em um país que luta para se livrar de ranços racistas.

A festa é a da mudança e a da esperança. Bem vindas. Tenho a impressão de que se Hillary fosse a candidata democrata também sairia vitoriosa. E os jornais mundo afora estariam estampando manchetes, não sobre a revolução histórica de um afro-descendente no poder, mas sobre a novidade histórica de uma mulher na Casa Branca.

Os eleitores queriam mesmo o fim da era Bush. E McCain era Bush again. (perdão pela rima).

Seja como for, Obama tem uma missão extremamente árdua, que é tirar os EUA da crise em que se encontra. Deram-lhe a missão impossível de salvar o mundo. Depositam nele exageradas expectativas e isso não é saudável.

Obama é humano e não o messias. Vai acertar. E errar. Vai ser aclamado. E vai decepcionar também. Melhor para todos seria se as expectativas fossem trazidas a um patamar mais realista.
E melhor ainda será o dia em que a cor da pele de um presidente e de um cidadão, nos EUA, no Brasil ou em qualquer lugar, for uma irrelevância.


Good luck, Mr.Obama.