Os analistas políticos formaram consenso de que uma suposta posição favorável ao aborto da candidata petista prejudicou seu desempenho nas urnas a ponto de fazer com que ela não atingisse o quorum necessário de votos para vencer no 1º turno.
O que me espanta é que o tema do aborto tenha força para decidir uma eleição a favor ou contra quem quer que seja.
Se o Brasil fosse um país super desenvolvido, com suas questões prioritárias bem resolvidas, vá lá, eu entenderia. Mas estamos muito longe do 1º mundo.
Ficou patente – e isso é patético – que somos ultra conservadores e que a excrescência do voto religioso tem muita força.
Fique claro que este não é um texto pró candidato A ou B. Mas é, sim, um texto pró descriminalização do aborto, que deve ser tratado na esfera política como questão de saúde pública e não moral.
Ser a favor da descriminalização do aborto também não significa ser entusiasta do aborto. Legalizar não significa achar legal, no sentido de bacana. Ninguém faz aborto just for fun. E aborto não pode ser método contraceptivo. Um comportamento responsável que evite doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada é que o todo adulto sensato deveria adotar.
Video de estréia! | 13anosdepois
Há 10 anos

