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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Kafka perde


Li ontem uma notícia no site do O Globo que deixa claro como Brasil é um país ridículo. Não é nenhuma novidade, mas vejam só.

Em Campinas (SP), um automóvel Maverick ficou estacionado mais de dez anos (isso mesmo, dez anos!) em uma rua do bairro Vila Castelo Branco. Apesar de todas as reclamações ao longo desse período, o veículo jamais foi retirado do local. O asfalto da pista foi recapeado ao redor do veículo, que permaneceu lá, parado e podre. É o auto(i)móvel.

A polícia dizia que não podia remover o carro, porque ele não havia sido roubado, nem estava envolvido em nenhum crime. Carro de ficha limpa.

No último final de semana, o carro foi finalmente retirado, mas nem a prefeitura, nem a polícia sabem quem quem foi. O seja, talvez agora ele tenha sido roubado!

O dono do carro mora em um local próximo. Ele deliberadamente largou o carro na rua porque o carro foi penhorado em um processo na Justiça que cobra o condomínio atrasado dele. Como um processo complexo como esse está ainda em nossa sempre ágil Justiça é um enigma.

Recapitulando, para ver se eu entendi direito: um cara atrasa o pagamento do condomínio, o condomínio o processa, a Justiça penhora o bem do devedor como garantia do pagamento, ele então abandona o carro na rua, em frente ao prédio de quem não tem nada com isso, o carro fica lá dez anos, ninguém pode tira-lo de lá, mesmo que ele tenha se tornado uma carcaça enferrujada, porque o tal processo de cobrança ainda está correndo na célere Justiça, o dono não é punido nem pela dívida, nem pelo abandono do carro em via pública e o detalhe pitoresco, o asfalto da pista foi recapeado em torno do carro "imexível". Agora o carro sumiu e ninguém sabe quem foi. Surreal, né não?

terça-feira, 23 de março de 2010

O fusca na foto (com direito a cacófato)

Meu carro fetiche sempre foi o Maverick. Entre os importados, segue imbatível o Mustang Shelby GT 500.

Ok, eu assisti na Sessão da Tarde, às aventuras de Herbie, o fusca com número 53 de “Se meu fusca falasse”, mas nunca tive paixão pelo carro. Apertado para mim, que tenho 1,90 m, pouco veloz, sem ar-condicionado e desconfortável demais para fazer sexo dentro. Além disso, foi pegando carona num Fusca cor de café com leite que, aos 16 anos, eu sofri um acidente e levei 57 pontos na lateral do rosto e na cabeça. Portanto, nenhuma boa memória afetiva.

No entanto, ao me deparar há uns meses com as fotos de Fusca que a Usha Velasco faz e publica no blog Uma Outra Brasília, me deu inexplicável vontade de clicar fuscas, fusquinhas, fucas, fuquetas.

Comecei uma série. Veja lá no http://www.galeriawirz.blogspot.com/