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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Marlindo

Reef, o "marlindo"

Meu cachorro atrai mulheres. E fica com todas. Verdade, ele é bonito pacas e tem uma cara de “me leva pra casa” irresistível. Bonito como a “mãe” e treinado pelo “pai”, sabe usar malandramente o que a natureza lhe deu. Esbanja charme e canastrice para cima da mulherada.

Marley perde. Meu cachorro é Marlindo (que é como os cariocas de verdade pronunciam “mais lindo”). Hoje mesmo, uma dona fez o marido parar o carro, abriu a janela, chamou meu cachorro e o beijou ali mesmo na frente do homem traído.

Uma senhora que ainda pensa, mas não pratica mais essas coisas, não se conteve e gritou “Oi, lindão!”

“Bonito”, “Lindo”,  “Fofo” são adjetivos que ele cansa de ouvir quando desfila pelas ruas. E eu só vou acompanhando, segurando a coleira e tentando conter o assanhamento.

Outra noite, estava esperando minha mulher na porta da academia (Não sei se já lhes disse isso, mas da porta pra dentro eu não passo de jeito nenhum) quando veio uma morenaça exuberante exclamando “- Ai, que lindo! Que gato!”. Embora estivesse se dirigindo a um cachorro. No caso, o Reef, e não eu. Pois bem, a bonitona puxou um papo e no vai-e-vem da conversa mole, disse que só gostava de cachorro grande. E macho. E eu pensando o quanto eu gosto de duplos sentidos e de cachorras. Com ou sem pedigree.

Mais recentemente, duas moças conversavam e quando passamos, uma disse à outra: “Ai, dá uma vontade de passar a mão, né?” Meu ego inflou. As moças não se fizeram de rogadas e partiram pra cima, acariciando.

Só ao cachorro, evidentemente. Eu fiquei na minha, rabo entre as pernas. Afinal, eu só atraio malucos.