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domingo, 2 de agosto de 2009

Amando Amaral



Questões mal resolvidas em relação à nossa identidade e razões capitalistas talvez expliquem nosso freqüente descaso pela música cantada em espanhol, seja por artistas d’além-mar ou por nossos vizinhos de continente. Ok, de vez em quando temos uma colombiana Shakira (que canta mais in english) e um argentino Fito Paez. Nossos pais ouviam Julio Iglesias e nossos avós, o tango de Carlos Gardel. Mas são poucos exemplos.

Um grande amigo esteve em Barcelona há cerca de 3 anos e lá caiu de amores pela La Oreja de Van Gogh (excelente nome!) e pela Amaral (banda com nome de zagueiro), da qual eu só conhecia a música que gravou com Moby, “Escapar (Slipping away)”. Esse amigo me adiantou de presente de aniversário o último – e ótimo! - disco da Amaral, “Gato Negro, Dragon Rojo” (2008) e ela se converteu, de forma arrebatadora, em minha mais recente paixão.

A Amaral é uma dupla de Zaragoza, Espanha, formada pela cantora e guitarrista Eva Amaral e pelo guitarrista Juan Aguirre, sempre com seu indefectível gorro. A dupla tem doze anos de estrada e cinco álbuns lançados. O som me remete a uma outra dupla, só que inglesa, o Everything But The Girl, especialmente em seus momentos mais calmos, como os do álbum “Acoustic”, só de regravações. A Amaral, no entanto, é mais dramática (como só os latinos são), mais pop-roqueira e menos dançante do que a EBTG.

Amor declarado, dica dada, vocês me dêem licença. Eva me chama.