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sábado, 1 de janeiro de 2011

um do um de um um

Foto: Tereza Wirz



"Para ser grande, sê inteiro: nada
teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
no mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
brilha, porque alta vive."

Fernando Pessoa
 
 
É isso, caros e caras, pão e poesia pra vocês em 2011.
Ou melhor, croissant. Leiam o belo texto em que Carol Nogueira saúda o novo ano.
http://le-croissant.blogspot.com/2010/12/viva-2011.html
 
 
E já que ontem é passado e o futuro a ninguém pertence, faça o melhor que puder. Seja feliz hoje. E tente colecionar hojes felizes.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Outra pessoa



Teve cueca, teve meia, e do indefectível triunvirato de presentes de tia, faltou a gravata, que nestes dias de calor converte-se em instrumento de tortura.

Já não teve CD, posto que é objeto que caminha célere rumo a obsolescência. Mas teve livro. E não poderia ser melhor. Lancei-me a ele logo na madrugada do Natal.

Uma antologia de Fernando Pessoa, publicada pelo selo Alfaguara, da Editora Objetiva, em 2006. “Um livro para apaixonados”, nas palavras do escritor e organizador Luiz Ruffato.

A caprichada antologia abre com meu poema favorito – se é que possível ter apenas um favorito quando falamos de Pessoa – “Tabacaria”:
“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

E por aí vai, na sucessão de lirismo, sabedoria, ironia, sensibilidade e porrada.

O título da antologia é “Quando fui outro”. Eu sou outro. Eu sempre sou outro. Especialmente quando leio Fernando Pessoa.