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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Nostalgia do Chevette



A Bloomberg noticia que na próxima segunda-feira, 1º de junho, a General Motors deve anunciar sua concordata. A empresa, gigante da indústria automobilística e ícone norte-americana, é dona das marcas Chevrolet, Cadillac, Pontiac, Opel, Hummer, Buick, Oldsmobile, Saturn,GMC, Daewoo, Saab e outras. Pelo menos de meia dúzia delas, você já ouviu falar.

Meu primeiro carro foi um Chevette 1983 azul marinho, com três anos de uso, parecido com este aí da foto. Foi passaporte para a idade adulta e, de certa forma, para uma tão sonhada liberdade de ir e vir. Era muito bom não ter que depender de transporte público, nem de caronas. Eu podia simplesmente rodar por aí, por onde quisesse, na hora que quisesse. And I did it my way.

Trilha sonora incidental: “I’ve lived a life that’s full. I’ve traveled each and ev’ry highway. But more, much more than this, I did it my way.” (Sinatra)

Foi com meu chevettinho que eu tomei gosto pela estrada...

Afinal, sou adepto da máxima de que a felicidade nunca esteve no destino, mas sempre foi o caminho.

domingo, 7 de setembro de 2008

The Road Not Taken

Penedo. Foto: Leandro Wirz



Quando eu era adolescente, minha mãe me apresentou a este poema do norte-americano Robert Frost, escrito em 1915. Imediatamente, tornou-se meu poema de cabeceira e pautou algumas de minhas escolhas. Publico o original em inglês, seguido de uma tradução livre.

THE ROAD NOT TAKEN

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;

Then took the other, as just as fair
And having perhaps the better claim,
Because it was grassy and wanted wear;
Though as for that, the passing there
Had worn them really about the same,

And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way,
I doubted if I should ever come back.

I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
two roads diverged in a wood, and I -
- I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.


A ESTRADA NÃO SEGUIDA

Duas estradas divergiam em um bosque amarelo
e lamentando não poder seguir por ambas
e ser um viajante, longamente eu permaneci
e olhei uma delas até o mais longe que pude,
para onde ela sumia entre os arbustos.

Então, segui a outra, igualmente bela
e tendo talvez clamor maior
porque era gramada e convidativa;
Embora quanto a isso, as passagens
houvessem lhes desgastado quase que o mesmo,

e ambas naquela manhã se estendiam
em folhas que nenhum passo enegrecera,
Oh, eu guardei a primeira para um outro dia!
Contudo, sabendo como um caminho leva a outro,
eu duvidei de que um dia voltasse.

Eu estarei contando isso com um suspiro
a eras e eras daqui:
Duas estradas divergiam em um bosque, e eu –
Eu escolhi a menos percorrida,
e isto fez toda a diferença.


Quando lecionei Ética e Legislação Publicitária, eu costumava encerrar o semestre letivo com estes versos. Afinal, falamos de liberdade, de responsabilidade, de escolhas, de ousadia e da possibilidade de fazer um mar de coisas de um modo diferente. Esta postagem é dedicada à minha ex-aluna Valentina Slaviero, que parte hoje para fazer pós em marketing em Barcelona. É que desde que aprendeu este poema, Valentina vez ou outra o declama em noites etílicas pelos bares de Brasília.