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domingo, 21 de março de 2010

Vai acabando o verão...

 Porta de oficina de motos em Botafogo, Rio. Foto: Leandro Wirz


Lembra na década de 80 quando Marina Lima cantava “Vem chegando o verão...”? Pois é, sempre me soou como praga. Como aquela irritante sinfonia das cigarras anunciando que vem mais calor.

Pois é, o verão acabou. Menos um. E este foi de lascar! Foi quando o Rio descobriu que é a segunda cidade mais quente do mundo, perdendo apenas para uma infeliz lá em Gana.

Outono é minha estação favorita.

Embora, na real, aqui no Rio só existam duas estações: quente como o inferno e mais quente que o inferno.

Falo isso porque já estive lá.

E foi por amor.

Ou por falta de.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O inferno, o inferno...



No último sábado, sem resistir ao trocadilho do título (“Aquecimento local”), o jornal O Globo estampou esta foto de Gustavo Stephan que registra o termômetro cravando 46C em frente à Central do Brasil na véspera. A temperatura máxima daquele dia, na divulgação oficial, foi de 39C.

Por coincidência, no sábado, precisamente às 13h10 passei por esse mesmo termômetro e conferi que a situação era ainda pior: 47C.

Ultimamente, o clima no Rio tem alternado entre dias de chuva contínua ou de sol criminoso sobre nossas cabeças. Ou seja, como disse um amigo, o tempo alterna entre inferno molhado e inferno seco.

Penso que a melhor tradução musical do Rio não está em “Cidade Maravilhosa”, ou em “Aquele abraço”, ou no “Samba do avião”, mas sim em “Rio 40 graus”, de Fausto Fawcett. Mas a letra que diz “Rio, 40 graus, cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos”, requer atualização século XXI.

Não é mais purgatório. Já descemos ao inferno.