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domingo, 5 de dezembro de 2010

Believe it or not

                                                                   Fotos: AP


Grupo ateísta publicou um outdoor próximo à entrada do Túnel Lincoln, em North Bergen, Nova Jersey, uma das entradas para a cidade de Nova York, com o seguinte texto: “Você sabe que é um mito. Neste ano, celebre a razão”. A Liga Católica contra-atacou, colocando seu cartaz no outro lado do túnel. O texto diz: “Você sabe que é real. Neste ano, celebre Jesus”.



Coisa de americanos, que adoram uma polêmica e pensar que estão sempre certos.

Em um primeiro momento, o outdoor dos ateus pode parecer desnecessário e agressivo, mas, na verdade, é apenas democrático. Se há milhares de anos os ateus são tachados de tolos pelos religiosos, também têm o direito de pensar o mesmo sobre os que crêem. Se os religiosos têm o direito de pregar a sua fé, os ateus também têm de propagar a sua não-fé.


Tenho alguma implicância com agremiações de ateus. Elas podem resvalar para uma espécie de “Church of No-God”, e virarem, pelo modo avesso, também uma religião. Mas isso é outra história.


Penso que o homem criou deus à sua imagem e semelhança. As religiões provêem conforto e esperança e são um recurso válido para ajudar o homem a lidar com a consciência da finitude e com a aspereza do presente. Enfim, cada um tem o ópio que precisa, certo, Marx?


O Natal, para mim, significa o feriado em que se convencionou celebrar o nascimento de um extraordinário filósofo. Afinal, foi Jesus quem introduziu a ideia de que todos os homens são iguais. Parece óbvio, não é? Mas ninguém havia defendido isso até então e soou revolucionário há dois mil anos. Talvez por ser uma ideia historicamente tão jovem, ela ainda não foi bem assimilada por nós.


No mais, viva a liberdade e a diferença. E, claro, a tolerância.


Feliz dia 25 para todos nós!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Flash vintage

Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada. Tudo começa e se dissipa velozmente.

No último dia 23, a TAP, companhia aérea portuguesa e a ANA, órgão regulador da aviação naquele país, fizeram uma flash mob no aeroporto de Lisboa para desejar boas festas aos passageiros de uma maneira mais divertida e original, ao som de “Dancing Queen”, “Rock around the clock”, “Mas que nada” e “All I want for Christmas you.”

Fosse por aqui, ia ser ao som de samba, que é tudo como acaba. Mas aí não ia acabar. Logo teria alguém vendendo uma cervejinha no isopor, uns cambistas vendendo ingressos falsos para assistir à performance de uma suposta área vip com open bar, uns guardadores de carrinhos de bagagens e por aí vai, posto que somos um povo criativo e original na tal da economia informal.

Enfim, esqueça o Brasil e vá para o aeroporto lisboeta, ao menos por sete minutinhos, tempo de duração do vídeo.

Fazendo contraste com esse jeito moderninho, registro minha satisfação por ter recebido de uma amiga que vive em Cheshire, cidade bem pequena em Connecticut - EUA, um cartão de Natal impresso, entregue pelos Correios à moda antiga. Não que ela seja pré-histórica ou viva desconectada. Foi apenas a sua escolha, cheia de charme vintage.