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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O trágico anúncio



Com a proximidade do 11/9, circularam na internet, com repercussão em jornais e televisões de diversos países, um anúncio e um filme criados pela agência DM9 do Brasil para a WWF.

A WWF obviamente repudiou o anúncio que mostra o sul da ilha de Manhattan cercado por vários aviões e diz: “O Tsunami matou 100 vezes mais pessoas que o 11/9. O planeta é brutalmente poderoso. Respeite. Preserve”.

Segundo o site Blue Bus, especializado em propaganda, a ONG afirmou, em comunicado, que “condena veementemente este anúncio ofensivo e de mau gosto” e diz que não autorizou nem a produção, nem a publicação. Além disso, de acordo com o Advertising Age, a peça é também burra do ponto de vista científico, fazendo uma comparação esdrúxula entre um atentado terrorista e um acidente da Natureza.

No site da agência DM9, que completa 20 anos neste ano, há uma carta em português e inglês, assinada por seu presidente, Sérgio Valente, desculpando-se pessoalmente. Ele afirma que “o trabalho foi desenvolvido por um grupo de jovens profissionais da agência, buscando enfatizar o poder da força da natureza. Reconhecemos que esses – anúncio e filme - jamais deveriam ter sido aprovados por alguém nesta Agência, nunca deveriam ter sido propostos ao cliente, veiculados em qualquer lugar ou sido submetidos a prêmios".

Presumo que os gênios precoces sejam agora jovens em busca de recolocação no mercado por essa chamuscada na agência. O Blue Bus afirma que antes, a DM9 já se manifestara noutro comunicado: “O anúncio Tsunami criado para a WWF Brasil foi criado em dezembro de 2008. A agência se desculpa a todos que foram afetados ou ofendidos com o anúncio. Este anúncio nunca deveria ter sido feito e não retrata a filosofia desta agência”.

Realmente, é um espanto que essa ideia estúpida tenha sido desenvolvida e aprovada por várias pessoas até ser finalizada em mídia impressa e filme. O anúncio é, de fato, uma tragédia.

sábado, 28 de março de 2009

Apague a luz pra eu te ver melhor

Precisamente há dois meses, publiquei um texto sobre A Hora do Planeta, movimento organizado pela WWF.

É hoje.

Das 20h30 às 21h30, apague a luz.

Acenda uma vela.

(Mas não segure vela para ninguém.)

O meio-ambiente e os meio românticos agradecem.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Apaga a luz



Se você é minimamente antenado, conhece a WWF (World Wildlife Fund). É aquela ONG cujo símbolo é um simpático urso panda.


A WWF, que atua em mais de 90 países nos 5 continentes e conta com cerca de 5 milhões de afiliados, está promovendo a Hora do Planeta.


Movimento mundial de combate ao aquecimento global, a Hora do Planeta acontecerá pela primeira vez no Brasil. O Rio de Janeiro é a primeira cidade brasileira a aderir ao movimento.

O objetivo do movimento, conhecido internacionalmente como Earth Hour, é conscientizar a população sobre a importância da adoção de novos hábitos e mobilizar a sociedade no combate ao aquecimento global. É um ato simbólico que envolve governos, empresas e a população em geral.
“A Hora do Planeta é um gesto de engajamento, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor. Será uma demonstração da nossa paixão pelas pessoas, pela solução, pela conservação do planeta, e principalmente, pelo futuro e pela vida”, diz Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.


Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008, o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.


Este ano, o Cristo Redentor e outros monumentos cariocas, além da orla, serão apagados durante uma hora. "A Hora do Planeta é nossa chance para mandarmos um sinal que estamos atentos e aguardando soluções para conter o aquecimento global. " afirma Jim Leape, diretor-geral da Rede WWF

Mas o “apagão do bem” não é uma unamidade. Tem empresas – sobretudo as de energia - que questionam o movimento. Primeiro, porque a frota de combustíveis movida a combustíveis fósseis (leia-se derivados do petróleo) contribui mais para o aquecimento global que a energia elétrica. Segundo, porque a vela, escolhida como símbolo da campanha publicitária criada pela DM9DDB, emite mais gases que eletricidade de fontes limpas.

Bem, deixando de lado o embate técnico, o que a WWF quer mesmo é despertar consciências e provocar atitudes.

Se o mundo vai dar uma resfriada na noite de 28 de março, eu não sei. Mas certamente vai ficar mais romântico.

Convida ela para jantar. Às 20h30.