Mostrando postagens com marcador Rock'n'Roll. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock'n'Roll. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Hoje é dia de rock



Hoje, 13 de julho, é o Dia Mundial do Rock. A data foi instituída em 1985, quando realizou-se o Live Aid, evento organizado por Bob Geldof, que reuniu um naipe de primeira linha do rock para angariar recursos para combater a fome na África.

Para mim, todo dia é dia de rock. Aos 8 anos, eu já me trancava no quarto e, no último volume da eletrola, tentava cantar e rebolar os quadris como Elvis.

No início da adolescência, cheguei a ter aulas de guitarra e teclado, mas eu era completamente indisciplinado para estudar com afinco e tinha praticamente nenhum talento musical. Não passei do bê-a-bá. Ou melhor, do dó-ré-mi. A única música que lembro como tocar é a facilíssima Love me tender, do Rei do Rock.

Menino cheio de sonhos, eu queria virar um rockstar. Sonhava em escrever e tocar ótimas canções, cantadas por fãs em estádios lotados, performances incendiárias no palco, solos alucinados de guitarra, discos de platina, groupies histéricas, surubas com louras gostosas, muito álcool, drogas, indefectíveis e permanentes Ray-ban, camarins com infinitas toalhas brancas e garrafas de uísque, quebradeiras em quartos de hotel, mansões, carrões, harleys, euforia, melancolia, solidão em meio à multidão, e morrer aos 27 de overdose.

Acho que só sobraram os óculos escuros e as tatuagens. Os longos cabelos também já se foram faz muito tempo.

Hoje vou ouvir pela enésima vez os dois primeiros discos que eu comprei com a minha mesada, há décadas. E que mudaram a minha vida. “Machine Head”, do Deep Purple e “Back in Black”, do AC/DC. Continuam sendo discos excepcionais.

Meninos nunca crescem.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Sir Macca

Foto de Divulgação. Fonte: seatwave.com
Creio não ser possível compreender o século XX sem entender o Rock’n’Roll como fenômeno musical e, principalmente, social. (Recomendo, inclusive, a leitura de “Rock and Roll – Uma História Social”, de Paul Friedlander, Editora Record, 2003). E não é possível entender o Rock sem conhecer os Beatles.

Preciso dizer que os Beatles, embora sejam, de longe, a banda mais influente da história, não são a minha favorita. Eu prefiro os Rolling Stones. E se o Rock fosse uma só pessoa, para mim, ele seria Keith Richards. Mas isso é mera questão de gosto.

Eu estava zapeando e parei na transmissão do EMA (English Music Awards) pela MTV, direto de Liverpool. E então Bono, do U2, foi ao palco para entregar o prêmio Ultimate Legend.

Bono, em seu longo discurso, rasgou a maior seda para Paul McCartney, o premiado. É preciso dizer que também Paul não é meu Beatle favorito. Eu preferia John. Mas Bono deu a real dimensão aos fatos.

Disse Bono: “Ser convidado a vir a Liverpool entregar um prêmio para Paul McCartney é como perguntar a um padre católico se ele não se importa em ir a Roma, entregar um prêmio a São Pedro”. (...) “Para quem, como eu, vive do Rock’n’Roll, este homem inventou o meu trabalho” (...) “Vocês o chamam de Sir, mas eu o chamo de Lord” (...) “Eu e todos os outros artistas que estamos aqui cremos e tememos que daqui a 200, 300 anos, estejamos esquecidos. Mas uma pessoa que está aqui esta noite pode ter a certeza de que suas canções entraram para a História e serão ouvidas para sempre. Ele é como Beethoven. Ele é Sir Paul McCartney”.

Bono acertou. Em muito menos tempo, os artistas bem-sucedidos de hoje terão virado pó. Mas os Beatles são eternos.

Sem muito mais a dizer, Paul agradeceu o prêmio, o discurso de Bono, aos fãs, a seus pais que o fizeram nascer em Liverpool, e a George, Ringo e John, porque sem eles...