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segunda-feira, 6 de julho de 2009

A gulosa e a perfeita



Na seção 10+1 da revista VIP de julho, a modelo Caroline Bittencourt, 27, diz que "Toda mulher gosta de sexo. Ele tem que ser diário. Nada de ser uma vez a cada sei lá quantos dias. Melhor do que isso só se for como as refeições: três vezes ao dia. E por mim ainda teria o lanchinho nos intervalos".

Já uma amiga minha, ao invés de sexo diário, prefere mesmo é por diária.

Ainda que tenha mesmo todo este apetite, no quesito perfeição, Caroline(foto) fica atrás de Amanda, a personagem interpretada por Luana Piovani no divertido A Mulher Invisível.

O filme é aquilo que os americanos chamam de vehicle movie, veículo para Selton Melo desfilar o seu talento. O que, de fato, ele tem de sobra. Vladimir Britcha, Maria Manuella, Luana e a sempre ótima Fernanda Torres acompanham o nível da atuação.

Escrito e dirigido por Cláudio Torres, o filme é ótimo entretenimento e toda vez que parece resvalar na obviedade, consegue driblá-la.

Em A Mulher Invisível, La Piovani, como se não bastassem seus atributos físicos, faz faxina de lingerie, entende e acompanha até a Terceira Divisão do futebol, transa com o namorado sem cerimônias, mesmo quando ele chega bêbado em casa e confessa ter ido pra cama com duas e, last but not least, serve canja de galinha na cama para ele.

Como ela mesma diz no filme: “Eu posso não ser real. Mas eu sou ideal.”

Suspiro.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Sobre malas, poemas e musas

Manuel Bandeira, Por Cândido Portinari

Li hoje cedo que a eleição da Mala do Ano, promovida pela mala hors-concours Artur Xexéo, teve a atriz Luana Piovani como vencedora. Entre tapas e beijos, performances no palco e principalmente fora deles, não se pode dizer que a escolha da bela fera pelos leitores daquele colunista tenha sido injusta.

Seja como for, Luana está em ótimo ensaio fotográfico sensual na revista VIP, edição de janeiro de 2009, e já nas bancas.

Há quem diga que poesia é coisa de mala. Até eu, que sou poeta, às vezes me vejo obrigado a concordar. Mas não neste caso.

As fotos de Luana na revista estão muitíssimo bem acompanhadas por poema de Manuel Bandeira, Madrigal Melancólico.

Para ilustrar este texto escolhi, não uma foto de Luana, mas do poeta, retratado quando jovem por Portinari.
Madrigal Melancólico, de Manuel Bandeira

O que adoro em ti
não é a tua beleza.
A beleza, é em nós que ela existe.
A beleza é um conceito.
E a beleza é triste.
Não é triste em si,
mas pelo que há nela de fragilidade e incerteza.

O que adoro em ti
não é a tua inteligência,
não é o teu espírito sutil,
tão ágil, tão luminoso
- Ave solta no céu matinal da montanha.
Nem é a tua ciência
do coração dos homens e das coisas.
O que adoro em ti
não é a tua graça musical,
sucessiva e renovada a cada momento,
graça aérea como teu próprio pensamento.
Graça que perturba e satisfaz.

O que adoro em ti
não é a mãe que já perdi.
Não é a irmã que já perdi.
E nem meu pai.

O que adoro em tua natureza
não é o profundo instinto maternal
em teu flanco aberto como uma ferida.
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.
O que adoro em ti – lastima-me e consola-me!
O que adoro em ti, é a vida.