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terça-feira, 7 de julho de 2009

Last dance



Hoje é o dia do espetaculoso velório de Michael Jackson, o “showneral”, a que sua amiga Liz Taylor, sensatamente, chamou de circo.

Terá transmissão ao vivo pela TV, pela internet e para 80 salas de cinema nos EUA. A piada maldosa do dia diz que criança não paga para ir ao ginásio onde acontece o evento, com capacidade para 17 mil pessoas.

Aliás, o Zé Simão, que assina a coluna Monkey News, no portal UOL, trouxe algumas dessas piadas que circulam sobre o finado Jacko. Como ele mesmo escreve, são piadas do tipo Hebe: velhas, mas divertidas. E, claro, todas politicamente incorretas.

A expectativa é que no meio do “showneral”, Michael se levante e comece a dançar com os zumbis ao som de Thriller. Brrrrrrrrrrrrr!

Outra é que quando Michael chegou ao céu foi logo perguntando pelo menino Jesus, interessadíssimo. Mas São Pedro cortou-lhe as asinhas, respondendo: - “A Madonna já levou”.

Pedrão, lá em cima, achou que o pessoal do cadastro tinha feito a maior confusão e quase barrou a entrada de Michael, porque na ficha estava escrito “senhor negro de 50 anos”. Afinal, a única coisa preta que o Michael ainda tinha era a tarja do remédio.

Ô mundo cruel, que povo mau! Ou melhor, bad, really, really bad.

Brincadeiras à parte, que Michael descanse em paz. E que, de tudo, só permaneça a sua música. Esta sim, verdadeiramente genial.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson não morreu



Michael Jackson está morto e eu estou triste. É bem provável que aqueles que têm menos de 30 anos não tenham a exata dimensão de quem foi Michael. Do quanto ele significou para a música pop, para a break dance, para a indústria fonográfica e para a realização de videoclipes. A era dos videoclipes divide-se entre antes e depois de Michael Jackson. E também do quanto abriu caminho para que o hip-hop se tornasse a música mais consumida da América, inclusive entre os brancos.

Para os mais jovens pode ser que Michael Jackson seja apenas o astro decadente, o possível pedófilo (embora tenha sido inocentado ao fim do processo em 2006), o negro que se tornou branco que se tornou uma criatura de aparência andrógina e bizarra, o sujeito de comportamentos esquisitos e gastos extravagantes.

Tudo isso embaça a imagem, mas não diminui a genialidade do artista que Michael Jackson foi. Desde que despontou, menino ainda, caçula entre os irmãos do Jackson Five, Michael revelou um talento muito acima da média. Em carreira solo, gravou álbuns brilhantes até chegar jovem demais ao ápice com Thriller, imbatível na lista dos mais vendidos de todos os tempos. Depois do auge, como é da natureza, não conseguiu superar o que já havia feito anteriormente e, aliada a uma vida pessoal atribulada, veio a decadência.

Michael preparava-se para um retorno a partir de shows que faria em Londres em julho e continuariam até o próximo ano. Não deu tempo. O garoto precoce, que nunca soube ser um adulto, morreu precocemente aos 50 anos.

Elvis, o Rei do Rock, não morreu. Michael Jackson, o Rei do Pop, não morreu.