Enquanto era executado o hino da Coreia do Norte (República Popular Democrática só pode ser ironia, né?), um de seus jogadores chorava copiosamente, numa demonstração exacerbada de patriotismo. Mal sabia eu que, durante o jogo, eu também teria vontade de derramar muitas lágrimas. De raiva.
No primeiro tempo, com uma preguiça baiana e sucessivos toquinhos laterais improdutivos, o Brasil foi um time de Zinhos.
Ao contrário de mim, minha mulher adorou o primeiro tempo. Dormiu o tempo todo e não houve vuvuzela, morteiro ou caca de Kaká que a despertasse.
Na hora do intervalo, mudei de canal para o Multishow para assistir ao programa “Na hora do intervalo” que apresentava ótimos comerciais de automóveis. Quase não voltei para o jogo.
Mas sou masoquista. Só isso explica eu assistir à partida com a narração do rrrrrrrrrrrrrridículo Galvão Bueno. É que, confesso, gosto dos comentários do Falcão e do Casagrande.
Na segunda etapa, o time melhorou muito e foi ruinzinho. Eu já estava quase torcendo para a Coreia do Norte. O Brasil levou espantosos 55 minutos para conseguir fazer um gol e, quantas vezes assista ao replay, tantas eu pensarei que o gol do Maicon foi pura sorte. O Elano fez um belo segundo gol e, na sequencia, saiu de onde nunca devia ter entrado: do time. No final, conseguimos levar um gol dos coreanos. Por sinal, um gol bacana, em jogada rápida de contra-ataque.
O time da Coreia do Norte é tão ruim quanto o ditador daquele país. É um monte de Kim, Cha, Jong, Hong, Kum, Pum, Guk que jogam um futebol impronunciável.
Por enquanto é isso. E isso é quase nada. Vamos em frente, vencendo sem jogar. Domingo, no segundo round da Copa, teremos a droga do time versus o time do Drogba.
Video de estréia! | 13anosdepois
Há 11 anos
